Feriados chuvosos passados no Rio de Janeiro podem ser bem proveitosos, uma oportunidade para colocar a leitura em dia, assistir um bom filme, uma boa peça de teatro. Me foram inspiradores o filme sobre a vida do Raul Seixas, “O início, o fim e o meio” e a leitura da coluna do Francisco Bosco no segundo caderno do O Globo sobre o Ronaldinho Gaúcho (6/6/2012). Em comum, os dentes, o sorriso, as paixões, a depressão e o imperativo do gozo.
No filme sobre o Raul pude conhecer um pouco da sua trajetória. Desde os sonhos de infância, da primeira banda, passando pelas conquistas, pelo merecido reconhecimento, o contato com as drogas e a doença. Como apreciador de sua obra musical, reconhecedor de sua genialidade não pude deixar de ficar triste com o fim. Numa das passagens ele aparece sem os dentes, com um “amigo” brincando com tal fato, justamente quando já estava próximo do fim da vida. O descuido dos dentes pode transparecer o descuido do corpo, da saúde, da mente…
Deixo para o Francisco Bosco a bela reflexão sobre as paixões, a depressão e o imperativo do gozo. Mas seus comentários sobre como era e como é agora o sorriso do Ronaldinho me levaram a compartilhar estas linhas. O sorriso sempre me interessou, pois ele pode dizer muito sobre uma pessoa. O sorriso pode manifestar a alegria, o jeito de ser, o estado de espírito… Sua ausência permanente, pode manifestar a tristeza, o desgosto, a depressão. Penso como o Francisco Bosco e também espero ver o Ronaldinho voltar a sorrir como antes.
Enfim, para quem sempre sorriu e deixou de sorrir, poder voltar a sorrir significa voltar a viver.
Até breve, num próximo post!
